Vivo vira alvo de investigação por uso de dados
Após a polêmica sobre o Facebook ter vazado dados de usuários para fins comerciais, a Vivo será investigada pelo Ministério Público.

Após a polêmica sobre o Facebook ter vazado dados de usuários para fins comerciais, a operadora Vivo, braço da espanhola Telefónica, será investigada pelo Ministério Público por indícios de uso indevido de informações de 73 milhões de clientes. A investigação, orquestrada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), foi instaurada como inquérito civil público e usa como base uma campanha publicitária da Vivo para oferecer serviços da plataforma de marketing mobile Vivo Ads.
A campanha, direcionada para outras empresas que se interessem em anunciar na plataforma, oferece ao contratante dados qualificados com perfil, localização e comportamento de mais de 73 milhões de usuários. A Vivo anuncia como vantagem que os espaços publicitários serão ocupados com propagandas e conteúdos segmentados. “Para os anunciantes, é uma ótima opção de direcionamento de conteúdo para potenciais clientes”, dizia o texto do inquérito, assinado pelo Promotor de Justiça e Coordenador da Comissão de Proteção dos Dados Pessoais, Frederico Meinberg Ceroy e o Promotor de Justiça Titular da 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor, Paulo Roberto Binicheski.
Uso de dados pela Vivo pode resultar em ação civil
Por meio de nota, a Vivo diz cumprir rigorosamente a legislação vigente e não promove qualquer uso ilegal de dados pessoais de seus clientes. A operadora garantiu ainda que as informações dos clientes não são em hipótese alguma, transferidas ou compartilhadas com anunciantes. A tele reitera que a Vivo Ads é uma plataforma de mídia, na qual o cliente interage com publicidade apresentada pela própria operadora e, muitas vezes, ganha benefícios como pacotes de internet ou descontos em produtos e serviços, mas sempre previamente autorizado pelo cliente.