Primeiro Game Boy sem bateria funciona com energia solar (e do usuário)
Inovação tecnológica revoluciona o uso de dispositivos interativos, substituindo as pilhas e baterias, pela energia solar e do usuário.

O game boy, famoso videogame portátil da Nintendo, ganhou uma nova versão que dispensa pilhas e baterias. A inovação nasceu a partir do trabalho de pesquisadores da Northwestern University e da Delft University of Technology.
No entanto, o novo Game Boy não deve ser visto apenas um brinquedo. Trata-se de uma poderosa prova de conceito que define novas fronteiras para computação sem baterias.
![Primeiro Game Boy sem bateria funciona com energia solar (e do usuário) Imagem de: Game Boy alimentado por energia solar dispensa pilhas [Vídeo]](https://img.ibxk.com.br/2020/09/04/04123751954506.jpg?w=1120&h=420&mode=crop&scale=both)
Sem baterias, apenas a energia do sol e do usuário
Nesse sentido, o dispositivo dispensa as baterias, que são caras e denigrem o meio ambiente. O novo Game Boy aproveita energia do sol e do usuário. Assim, a brincadeira do jogo pode durar para sempre, sem paradas para recarga de baterias. Toda energia para rodar os jogos vem de pequenas placas solares ao redor da tela e do pressionamento de botões pelo jogador.
O novo modelo de jogo sustentável deve se tornar uma realidade em breve. O protótipo será apresentado no dia 15 de setembro, na conferência da UbiComp 2020 – um dos grandes eventos no campo de sistemas interativos. O protótipo permite jogar todos os jogos do Game Boy original. A autonomia de energia conseguida pelas fontes de energia solar e humana é inovadora. A evolução do protótipo para atenuar o impacto nas trocas das fontes de energia e assegurar a autonomia de operação sem falhas estão previstas para os próximos anos. Além disso, outro aspecto a ser trabalhado é a capacidade de gravar o jogo em uma memória persistente, reduzindo falhas, ajudando a recuperação rápida do jogo e evitando a necessidade de “salvar” o jogo para continuar mais tarde.
Um alerta sobre do impacto ambiental do lixo eletrônico
Apesar do longo caminho para unir o estado da arte dos videogame atuais com os sistemas zero-baterias, os pesquisadores mostram-se animados com os resultados. De fato, os videogames de hoje possuem uma capacidade de processamento muito superior àquelas dos portáteis de 8-bits de 1989. E consequentemente, um consumo de energia muito maior.
No entanto, os pesquisadores reforçam a importância da conscientização do passivo ambiental provocada pelo crescimento da internet das coisas. O avanço indiscriminado de dispositivos com sensores e baterias pode ter denegrir o meio ambiente com a geração excessiva de lixo eletrônico. Ademais, o processo de reciclagem do lixo eletrônico ainda é complexo e custoso.