Tudo sobre a vacina da Janssen: veja a eficácia e reações

Veja a seguir tudo sobre a vacina da Janssen. 

A vacina da Janssen, produzida pela Johnson & Johnson,  é um imunizante de dose única para prevenir a COVID-19.  O imunizante já chegou ao Brasil e ainda desperta uma série de dúvidas, como qual a eficácia e reações. Então veja a seguir tudo sobre a vacina da Janssen.

 

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Qual a eficácia da vacina da Janssen?

A vacina da Janssen, da Johnson & Johnson, é a única aprovada para uso no Brasil em que, com apenas uma dose, são atingidos níveis satisfatórios de eficácia.

Assim, diferentemente das outras vacinas disponíveis, o imunizante é aplicado com esquema de dose única, ou seja,  0,5 ml.

Essa praticidade, para quem recebe a vacina e, especialmente, para a organização da logística pelos entes públicos, é um ponto muito positivo da Janssen. 

Segundo a bula da vacina, após 14 dias da administração da dose única, a taxa média de eficácia vacinal é de 66,9% para casos sintomáticos de covid-19.

Em estudos específicos, a vacina apresentou taxa de eficácia de 72% nos Estados Unidos, de 68% no Brasil e de 64% na África do Sul.

O imunizante consegue impedir o desenvolvimento de casos graves em 76,7% das pessoas vacinadas há 14 dias e em 85,4% nos vacinados há 28 dias, também conforme bula da medicação.

Estudo publicado no início de junho revela que a vacina da Janssen também é eficaz na prevenção de casos sintomáticos decorrentes de infecção pela variante Beta (B.1.351 – identificada na África do Sul). 

No entanto, é preciso ter em mente que nenhuma vacina, para nenhuma doença, tem a capacidade de bloquear com 100% de eficácia a manifestação da enfermidade.

O objetivo da vacina é diminuir essa incidência e evitar que a doença passe para um estado grave.

Como funciona a vacina da Janssen?

A vacina da Janssen funciona com a tecnologia do vetor viral não replicante. Para agir, a vacina utiliza uma proteína do Sars-CoV-2, para estimular a resposta imune do corpo, inserida em um adenovírus, vírus que se difunde bem no corpo humano e é utilizado como transportador da proteína. 

Ou seja, a vacina da Janssen utiliza  um vírus enfraquecido que transporta os genes virais para dentro das células, estimulando a resposta imunológica. 

Dessa forma, quando e se o corpo entrar em contato com o vírus real, o sistema imune estará pronto dar se defender com mais eficácia.

A tecnologia do vetor viral não replicante é a mesma forma de ação do imunizante AstraZeneca/Oxford.

Quantas doses são a vacina da Janssen?

Dose única, isso mesmo, basta apenas uma dose da vacina da Janssem para garantir a contra o novo coronavírus.  No entanto, seu efeito pode demorar duas semanas, até o corpo produzir os anticorpos que vão garantir imunidade.

Quais as reações – Tudo sobre a vacina da Janssen

A bula da vacina informa como reações muito comuns, aquelas que podem ocorrem em 10% dos pacientes: cefaléia, náusea, mialgia, fadiga e dor no local da injeção; reações comuns, que ocorrem entre 1% e 10% dos pacientes: tosse, artralgia, pirexia, eritema no local da injeção, inchaço no local da injeção e calafrios.

A fabricante informou ainda que são consideradas reações incomuns, ou seja, que ocorrem entre 0,1% e 1% dos pacientes: tremor, espirros, dos orofaríngea, irritação na pele, hiperidrose, fraqueza muscular, dor nas extremidades, dor nas costas, astenia, mal-estar.

Na listagem de reações raras, aquelas que ocorrem entre 0,01% e 0,1% dos pacientes, está apenas hipersensibilidade urticária.

Existem contraindicações?

Não há estudos feitos com a vacina em grávidas ainda, por exemplo. No Brasil não há nenhuma recomendação sobre o seu uso.

Por usar a mesma tecnologia de AstraZeneca, de vetor viral, pode ser que a Janssen também seja contraindicada para gestantes, como foi o caso da AstraZeneca. 

Quais países usam da vacina da Janssen?

Além do Brasil, onde foi aprovado o uso emergencial da vacina, a Janssen também está autorizada na União Europeia, Reino Unido, Nova Zelândia, Estados Unidos entre outros 14 países.

Em março de 2021 a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou o uso emergencial da vacina contra a covid-19, causada pelo vírus SARS-CoV-2, produzida pela Janssen, que faz parte da Johnson & Johnson.

Com isso, o governo brasileiro comprou 38 milhões de doses do imunizante para o PNI (Plano Nacional de Imunizações) do Ministério da Saúde. 

No entanto, antecipando a chegada no Brasil, a empresa enviou um lote de 1,8 milhão de doses da vacina, que foi recebido no aeroporto internacional de Guarulhos (SP). Paralelamente a isso, os Estados Unidos doaram 3 milhões de doses do medicamento ao país. 

Um dos pontos mais discutidos sobre a Janssen foi quanto ao prazo de validade da vacina. Quando a Avnisa autorizou o uso emergencial, a agência estabeleceu o prazo de três meses para o vencimento da vacina, de modo que as doses recém-chegadas estariam prestes a perder a validade. 

Porém, seguindo a FDA (Food and Drug Administration, órgão regulador do setor de alimentação e medicamentos nos Estados Unidos), a agência reguladora brasileira estendeu o prazo para quatro meses e meio.

Sendo assim, as doses que chegaram em junho podem ser aplicadas, dentro da validade, até o início de agosto.

O novo prazo é válido para as doses que estejam armazenadas entre 2ºC e 8ºC. Já para o armazenamento entre -25°C e -15° C, a validade é de 24 meses, a partir da data de fabricação.

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