O que é Remdesivir e por que é promissor contra o coronavírus?
Remdesivir não cura o coronavírus. Mas a droga experimental, que pode acelerar a recuperação de uma infecção por COVID-19.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o uso do antiviral remdesivir no tratamento de casos severos de Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2). O medicamento, da farmacêutica Gilead, foi desenvolvido originalmente para combater o ebola, mas sem sucesso para isso.
O medicamento experimental não cura a doença, mas de acordo com Anvisa, ela pode acelerar a recuperação de uma infecção por COVID-19.
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O que é o Remdesivir?
Remdesivir é um medicamento antiviral de amplo espectro originalmente projetado para combater o Ebola. Os pesquisadores descobriram que o remdesivir é modestamente eficaz no combate ao novo coronavírus em células isoladas.
O medicamento atua interrompendo a produção do vírus. Os coronavírus têm genomas compostos de ácido ribonucleico (RNA). O remdesivir interfere com uma das principais enzimas de que o vírus necessita para replicar o RNA. Isso evita que o vírus se multiplique.
Desde maio de 2020 o remédio é utilizado nos EUA para tratar pacientes graves com covid-19, após autorização do FDA (órgão regulador do país). “Baseado na totalidade das evidências científicas disponíveis, é razoável crer que o remdesivir possa ser efetivo no tratamento da Covid-19 e que, quando usado sob as condições descritas nesta autorização, os conhecidos e potenciais benefícios superam os conhecidos e potenciais riscos da droga”, afirma o documento do órgão.
Em outubro do ano passado, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a ser tratado com Remdesivir quando teve a infecção.
O remdesivir vai ser vendido em farmácias?
O remdesivir NÃO será vendido em farmácia. O uso é restrito a hospitais. O nome comercial do remédio é Veklury e ele é fabricado pela farmacêutica americana Gilead e não há informação de preços no Brasil.
Quem pode tomar o remédio?
No Brasil, o remédio poderá ser utilizado em pessoas com idade superior a 12 anos, com pelo menos 40 kg, que estejam com pneumonia e precisem de suplementação de oxigênio.
Além disso, o medicamento é aprovado para uso apenas em pacientes hospitalizados sem intubação, com casos leves, moderados ou graves da covid. A administração é intravenosa e tratamento deve ser de 5 a 10 dias.
“É importante destacar que a indicação terapêutica aprovada em bula não se restringe à forma leve, moderada ou grave da doença. Ela está ligada à apresentação da pneumonia com necessidade de suplemento de oxigênio, desde que o paciente não esteja em ventilação mecânica ou extracorpórea”, disse Renata Lima Soares, gerente de Avaliação de Segurança e Eficácia da Anvisa.

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