Sem indicadores fortes nos EUA, Ibovespa tem leve queda

Foco dos investidores ficou dividido entre o relatório do FMI e a discussão em torno de mudanças no Orçamento de 2021

Depois de bater a casa dos 118.000 pontos no meio do dia, o Ibovespa fechou a terça-feira, 6,  com leve queda, de 0,02%, a 117.498 pontos, e volume financeiro movimentado de R$ 24,721 bilhões. O movimento no índice brasileiro é bem similar ao  visto hoje nas bolsas americanas, que fecharam praticamente estáveis, após baterem máximas históricas no pregão de ontem.

Sem indicadores significativos no mercado norte-americano que pudessem trazer volatilidade maior ao mercado doméstico, o destaque ficou com o relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) com as perspectivas para a economia mundial. No  relatório  o Brasil ficou com previsão de crescimento abaixo da média global de crescimento econômico para 2021 e 2022.  O Fundo projetou alta para a economia global de 6% neste ano e de 4,4% no próximo. O Brasil ficou alguns degraus abaixo da média, com crescimento previsto de 3,7% neste ano e de 2,6% no próximo. Ainda assim, a projeção do FMI está acima da do Boletim Focus do Banco Central. 

Levantamento da agência de classificação de risco Austin Rating mostra que o Brasil deverá ser ultrapassado pela Austrália e encerrar o ano que vem como a 13ª maior potência econômica do mundo. Dados do FMI também apontaram  que a economia brasileira caiu três posições apenas em 2020, para a 12ª colocação, logo após o tombo histórico de 4,1% do PIB (Produto Interno Bruto) registrado no ano passado.

Ibovespa hoje, 6 de abril de 2021

Mais do que os números do FMI,  o mercado olha com atenção as discussões para reduzir os valores destinados a emendas parlamentares, até o momento sem acordo entre o Congresso e o Ministério da Economia.  Além de um corte maior no valor destinado a emendas parlamentares, que ficou acima dos destinados aos gastos do governo com educação, saúde e outras despesas obrigatórias, uma das saídas seria o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vetar o texto aprovado pelo Congresso.

Na segunda-feira, 5, durante evento do mercado, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o Orçamento caminha para veto parcial do presidente Jair Bolsonaro. Caso o presidente não vete, o Orçamento, da forma como passou pelo Congresso, poderá furar o teto de gastos e o governo enfrentar acusação de crime de responsabilidade fiscal.

O dólar fechou em queda de 1,41%, cotado a R$ 5,5998 para venda.

 

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